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Velório de Bebeto Alves: família, amigos e fãs se despedem do músico

Publicado dia 09/11/2022 às 18h43min
Cerimônia aconteceu no Theatro São Pedro, até às 15h, desta quarta-feira, dia 9

O velório do corpo do músico Bebeto Alves acontceu no Theatro São Pedro, até às 15h, desta quarta-feira, dia 9. 

Após encerrar as homenagens no Theatro São Pedro, o corpo do artista foi levado ao Crematório Metropolitano, onde está marcada uma cerimônia reservada a familiares.

Bebeto Alves morreu na madrugada desta segunda-feira, dia 7 de novembro, aos 68 anos. O artista enfrentava um câncer de pulmão, agravado por uma embolia, vindo a falecer no hospital Dom Vicente Scherer, em Porto Alegre, onde estava internado.

No segundo semestre deste ano, Bebeto retomava a agenda de shows. No entanto, ele sofreu dois AVCs e foi internado na UTI da Santa Casa de Porto Alegre. Há um ano, o músico teve trombose pulmonar. Em 2013, recebeu um transplante de fígado.

O jornalista e músico Jimi Joe Ji, parceiro de Bebeto no projeto Los 3 Plantados, com King Jim, lembra emocionado que conheceu Bebeto quando tinha 17 anos em um show do cantor e compositor. Muitos anos depois, em 2013, eles começaram este projeto que promove por meio da música a doação de órgãos. Jimi completa que “Bebeto era um músico fantástico, genial e inventivo”.

Ernesto Fagundes destaca que Bebeto era um artista único que promovia a união de diversos estilos, passando pela milonga, rock e canto árabe, com liberdade e criatividade. Ele reflete neste momento do adeus: “Hoje nos despedimos da figura de Bebeto, mas sua arte vai ecoar para a nova geração, por ele ser revolucionário, aberto e estar sempre a frente de seu tempo”.

Além de músico, Bebeto se dedicava às artes visuais. Sua exposição “Nu” está em cartaz até dia 13, na Aldeia Sesc Capilé em São Leopoldo, com curadoria de José Francisco Alves, que revela que as finalizações da mostra foram feitas quando Bebeto já estava hospitalizado. Mesmo assim, ele continuava decidindo sobre o processo da mostra. O conjunto exposto trata da questão da ausência e da lembrança, do que uma vez foi um corpo e suas formas, os seus conteúdos desaparecidos.

Francisco diz que Bebeto marcou uma geração com suas músicas, inclusive ele, seu fã. E como artista visual, teria muito a avançar. “Bebeto usava a fotografia como ponto de partida para sua criação. As imagens eram transformadas e reprocessadas com as infinitas possibilidades da manipulação digital”, detalha.

O pintor e escritor Ricardo Giuliani salienta que Bebeto como músico e artista visual era uma homem energético. “Sua música era repleta de experimentalismo. Bebeto pegava o que estava acontecendo e já integrava em sua obra, o que resultada na união de muitos estilos”.

Pela manhã, entre amigos e fãs, também passaram pelo o local os músicos King Jim, Frank Jorge, integrantes da banda Cachorro Grande e Hique Gomes.

Fonte: Camila Diesel/Rd Guaíba Divulgação: scctv.net.br