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Servidores do Banco Central mantêm greve por tempo indeterminado

Publicado dia 24/05/2022 às 20h33min
A manutenção do movimento foi aprovada por 90% dos votos válidos em assembleia virtual da categoria

Os servidores do BC (Banco Central)decidiram nesta terça-feira (24), continuar em greve por tempo indeterminado. A manutenção do movimento foi aprovada por 90% dos votos válidos em assembleia virtual da categoria realizada nesta terça-feira.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Funcionários do BC (Sinal), as divulgações periódicas de estatísticas e as atividades não essenciais da autoridade monetária continuam paralisadas.

Segundo o presidente do sindicato, Fabio Faiad, não há nenhuma reunião marcada com a diretoria do Banco Central para retomar as negociações. A categoria pede recomposição salarial de 27%, além de pautas de reestruturação de carreira.

Estão suspensos os boletins e divulgações regulares do BC, como o Boletim Focus, os dados do fluxo cambial e as estatísticas fiscais, de crédito e do setor externo. Há também atrasos na divulgação da taxa Ptax diária, o que deixa o mercado financeiro em constante atenção. Já o Pix e o SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro) estão em operação.

A greve dos servidores do BC foi iniciada no dia 1º de abril. De 20 de abril a 2 de maio, a categoria fez uma trégua, como um “voto de confiança” no presidente do BC e na tentativa de avançar nas negociações do governo. Mas, sem novidades, retomou a paralisação no dia 3 de maio.

No dia 12 de maio, o BC recuou de uma proposta de minuta de Medida Provisória enviada ao Ministério da Economia para reestruturar as carreiras dos servidores do órgão.

O texto previa um reajuste salarial de 22% para analistas e técnicos da autoridade monetária, com pagamento a partir de junho de 2022, enquanto o governo quer conceder um aumento linear de 5% para todas as categorias do funcionalismo federal.

Após a divulgação da minuta, o BC alegou haver “inconsistências” na proposta, que foi retirada do Sistema de Geração e Tramitação de Documentos Oficiais do Governo Federal (Sidof).

Além dos servidores do BC, os do Tesouro Nacional iniciaram uma greve na ontem, 23, e os da CGU (Controladoria-Geral da União) iniciam o movimento paredista na próxima segunda-feira (30). As duas categorias pleiteiam um reajuste de 27% e não aceitam aumentos salariais diferenciados para as carreiras policiais.

No INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), a categoria decidiu ontem encerrar a greve que durava 62 dias. Para encerrar a paralisação, os servidores assinaram um acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência.

A Pasta se comprometeu a enviar à Casa Civil, em até 30 dias, uma proposta de Medida Provisória ou projeto de lei em regime de urgência para tornar a carreira como típica de estado. A proposta deve estabelecer como critério mínimo de admissão para o cargo de técnico o nível superior de escolaridade.

Fonte: ABr / Pampa Divulgação: scctv.net.br