Plantão
Nacional

Justiça revoga prisão domiciliar de agente penitenciário que matou tesoureiro do PT

Publicado dia 13/08/2022 às 13h06min | Atualizado dia 13/08/2022 às 13h34min
Justiça revoga prisão domiciliar de agente penitenciário que matou tesoureiro do PT - Foto: Reprodução/Twitter

A Justiça do Paraná revogou a autorização dada ao agente penitenciário federal Jorge Guaranho, para cumprir prisão preventiva em casa, e determinou que ele passe para o regime fechado. Guaranho responde pelo assassinato do guarda municipal e tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, que aconteceu no dia 9 de julho em Foz do Iguaçu (PR).

O juiz Gustavo Germano Francisco Arguello, da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu, havia autorizado o regime domiciliar depois que o Departamento de Polícia Penal Paraná informou que não teria estrutura para garantir a segurança de Guaranho no presídio.

Em menos de dois dias, a Secretaria de Segurança do Estado enviou um novo posicionamento à Justiça, afirmando que tem “plenas condições estruturais e humanas” de cumprir a ordem judicial. Em nota, a pasta informou que o Complexo Médico Penal, para onde Guaranho será transferido, passava por um “processo de reestruturação física e contratação de pessoal”, o que “impossibilitou a transferência” em um primeiro momento.

A mudança de posicionamento ocorreu após o Ministério Público do Estado pedir urgência na prisão de Guaranho a acusar o governo de “descaso”.

O crime aconteceu durante a festa de aniversário de 50 anos do petista. Guaranho invadiu a celebração temática do PT e matou Arruda a tiros na frente de familiares e convidados. A Justiça autorizou a denúncia do Ministério Público do Paraná e ele vai a julgamento por homicídio duplamente qualificado.

Guaranho foi avaliado por uma equipe médica e já se encontra em uma cela.

O policial penal Jorge Guaranho acusado de matar o tesoureiro do PT Marcelo Arruda chegou ao Complexo Médico Penal (CMP) em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná, neste sábado (13). As informações foram repassadas pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp).

Perda de memória

Guaranho ainda não foi ouvido no processo. Os promotores esperavam ele receber alta para ouvir a versão do policial sobre o caso.

Porém, a defesa do policial penal afirma que ele perdeu a memória por causa de agressões recebidas logo depois de atirar em Arruda. Segundo o advogado Luciano Santoro, Guaranho não se lembra de nada do que aconteceu na noite do crime.

O advogado diz que Guaranho levou 24 chutes no rosto e outros no tórax e na perna baleada, em um total de cinco minutos e 35 segundos de agressões. De acordo com Santoro, essas outras imagens estão no processo, mas não foram tornadas públicas.

As agressões ao policial são investigadas em outro inquérito. Os autores já foram identificados e ouvidos.

Fonte: ABR/Pampa Divulgação: scctv.net.br