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Viúva suspeita por morte do marido chegou a organizar “carreata da saudade”

Publicado dia 14/09/2021 às 03h57min
Toni Flor foi assassinado no dia 11 de agosto de 2020. (Foto: Reprodução/Facebook)

Fria e calculista’. É dessa forma que a Polícia Civil de Mato Grosso classificou Ana Cláudia Flor, viúva do empresário Toni da Silva Flor, de 37 anos, morto há pouco mais de um ano em Cuiabá.

De acordo com o delegado responsável pela investigação, Marcel Gomes de Oliveira, a mulher, que chegou a liderar uma mobilização na cidade pedindo justiça pelo assassinato do marido, é apontada como a mandante do crime, que teria sido planejado por motivação financeira.

Toni Flor foi assassinado no dia 11 de agosto de 2020. Ele levou cinco tiros quando chegava numa academia. Imagens das câmeras de segurança mostram ele entrando no estabelecimento depois de ter sido baleado.

“O que chamou mais nossa atenção foi a frieza e a dissimulação da Ana Cláudia. Ela ia até a delegacia durante as investigações e chegou ao ponto de organizar uma carreata da saudade. É uma pessoa fria e calculista”, resumiu o delegado.

Ana Cláudia foi presa no dia 19 de agosto e nega que tenha mandado matar o marido. O advogado dela diz que vai provar a inocência. A mãe de Toni, Leonice Silva Flor, disse que desconfiava que a nora havia mandado matar o filho dela.

“No dia do meu aniversário ela veio de tardezinha e falou: pensou que eu esqueci da senhora? Cantou parabéns para mim, me abraçou, me beijou. Mas dava aquele arrepio no meu coração, que era ela [que mandou matar Toni]”, comentou a mãe do empresário.

A irmã de Toni, Viviane Aparecida Silva Flor, disse que ficou em choque após saber que a cunhada era a mandante do assassinato. Ela disse que se sentiu traída por Ana. “Parece que eu tinha levado um murro na boca do estômago, sabe? Era uma sensação de dor, de nojo, de repulsa, porque se teve uma pessoa que confiou nela fui eu. Todo mundo falava que poderia ser ela, várias pessoas, né”, afirmou.

Duas semanas depois do assassinato, no dia 27 de agosto de 2020, num telefonema anônimo para a delegacia, os investigadores ouviram um nome: Igor Espinosa. E seguiram em sigilo essa nova pista.

“A denúncia informava que o Igor teria comentado que teria matado um lutador de jiu-jitsu na porta de uma academia, e que esse crime teria sido encomendado pela viúva, pela esposa da vítima”, disse o delegado.

Depois da morte de Toni, Ana Cláudia deu entrevistas repetindo a versão do crime por engano. E começou a frequentar a casa da mãe dele. Toni foi casado com ela por 15 anos e deixou três filhas de 4, 8 e 9 anos. As meninas estão com a avó materna.

Fonte: Polícia Civil de Mato Grosso - Divulgação: scctv.net.br