Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Habitação (-0,26%) e Transportes (-0,13%) apresentaram recuo na taxa de janeiro. – Foto : Marcello Casal Jr / ABr
O grupo Saúde e cuidados pessoais apresentou a maior variação no resultado do IPCA-15, puxado pela alta dos artigos de higiene
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,20% em janeiro, 0,05 ponto percentual (p.p.) abaixo do resultado de dezembro (0,25%). As informações foram divulgadas nesta terça-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,20% e, nos últimos 12 meses, de 4,50%, abaixo dos 4,41% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2025, a taxa foi de 0,11%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Habitação (-0,26%) e Transportes (-0,13%) apresentaram recuo na taxa de janeiro. Os demais grupos ficaram entre o 0,05% de Educação e o 0,81% de Saúde e cuidados pessoais.
Maiores altas
O grupo Saúde e cuidados pessoais apresentou o maior impacto (0,11 p.p.) e a maior variação 0,81% no resultado de janeiro, após o recuo de 0,01% de dezembro. Os destaques ficam com os artigos de higiene pessoal que subiram 1,38% (0,05 p.p. de impacto) ante a queda de 0,78% de dezembro, e o plano de saúde, com 0,49% de variação e 0,02 p.p. de impacto.
Com alta de 0,73%, o grupo Comunicação registrou a segunda maior variação, com influência do subitem aparelho telefônico que subiu 2,57% no mês.
Após o recuo de 0,64% em dezembro, a variação de 0,43% dos artigos de residência foi motivada pela alta dos itens de tv, som e informática (1,79%).
Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, acelerou na passagem de dezembro (0,13%) para janeiro (0,31%). Interrompendo uma sequência de sete meses consecutivos de queda, a alimentação no domicílio subiu 0,21%.
Contribuíram para esse resultado as altas do tomate (16,28%), da batata-inglesa (12,74%), das frutas (1,65%) e das carnes (1,32%). No lado das quedas, destacaram-se os recuos do leite longa vida (-7,93%), do arroz (-2,02%) e do café moído (-1,22%). A alimentação fora do domicílio registou variação de 0,56% em janeiro, com as altas do lanche (0,77%) e da refeição (0,44%).
O grupo Transportes apresentou queda de 0,13% em janeiro, sob influência da passagem aérea, que caiu 8,92%, e do ônibus urbano, com recuo de 2,79%, especialmente por conta da implementação, em Belo Horizonte (-18,26%), de tarifa zero aos domingos e feriados. Ainda sobre o ônibus urbano, foram incorporados os seguintes reajustes tarifários:
- 20,00% em Fortaleza (5,90%), a partir de 1º de janeiro.
- 6,38% no Rio de Janeiro (2,13%), a partir de 04 de janeiro.
- 5,36% em Salvador (1,15%), a partir de 05 de janeiro.
- 6,00% em São Paulo (-6,53%), a partir de 06 de janeiro, considerando as gratuidades aos domingos e feriados.
- 8,70% em Belo Horizonte (-18,26%), a partir de 1º de janeiro contemplando, também, as gratuidades aos domingos e feriados.
Além disso, por conta da redução tarifária nos feriados, Curitiba registrou redução de 0,37% no ônibus urbano e, em Brasília, a redução foi de 0,69% devido às gratuidades aos domingos e feriados, que também estão vigentes em Belém (3,73%).
Ainda em Transportes, a variação de 2,52% no metrô ocorre em razão da redução de 0,69% em Brasília por conta das gratuidades aos domingos e feirados, e do reajuste de 3,85% em São Paulo (4,58%), a partir de 06 de janeiro, mesmo reajuste aplicado no trem (2,43%), em São Paulo (4,58%), com a mesma vigência.
Também em São Paulo (-0,94%), a integração transporte público (-0,94%) considera, além das gratuidades, o reajuste citado acima. O subitem táxi (0,42%) reflete o reajuste de 4,92% no Rio de Janeiro (1,94%) desde 02 de janeiro.
No lado das altas, os combustíveis subiram 1,25% com as variações de 3,59% no etanol, 1,01% na gasolina, 0,11% no gás veicular e 0,03% no óleo diesel.
O grupo Habitação apresentou queda de 0,26% em janeiro, por conta da redução de 2,91 na energia elétrica residencial, maior impacto negativo no resultado do mês, com -0,12 p.p.
Em dezembro estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Já em janeiro, a bandeira vigente é a verde, sem custo adicional para os consumidores. Adicionalmente, há o efeito do reajuste tarifário de 21,95% em uma das concessionárias em Porto Alegre (-0,47%) a partir de 22 de novembro.
Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto (1,74%) reflete os seguintes reajustes: 6,48% em São Paulo (2,75%) e 4,69% em Porto Alegre (0,99%), ambos a partir de 1º de janeiro; 2,64% em Curitiba (2,49%) desde 15 de dezembro e 9,75% no Rio de Janeiro (5,50%), vigente desde 1º de dezembro.
Registre-se, também, a alta de 2,51% no gás encanado, reflexo da redução de 0,08% nas tarifas no Rio de Janeiro (-0,04%) a partir de 1º de janeiro, e do reajuste de 4,10% em São Paulo (4,51%) vigente desde 10 de dezembro.
Quanto aos índices regionais, a maior variação foi observada em Recife (0,64%), por conta das altas na gasolina (2,57%) e nos itens de higiene pessoal (1,23%). Já o menor resultado ocorreu em São Paulo (-0,04%), com as quedas no leite longa vida (-15,57%) e na energia elétrica residencial (-3,11%).
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de novembro a 12 de dezembro de 2025 (base).
O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. A próxima divulgação do IPCA-15 será em 27 de fevereiro.
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História de Marcel Horowitz – Divulgação: scctv.net.br/Rádio Giramundoweb/@Giramundoweb/@SCCTV3/(10) Pinterest5





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