O sepultamento do apresentador Silvio Santos foi realizado no domingo, 18 de agosto de 2024, seguindo rigorosamente as tradições judaicas.
Esse foi um dos últimos pedidos do próprio apresentador, refletindo a importância de honrar os rituais da religião de acordo com a Torá.
Mas como essa celebração acontece? Destacamos os principais aspectos da cerimônia: Notificação e Preparação
Após o falecimento, a Congregação Israelita Paulista (CIP) é informada e o Chevra Kadisha, grupo responsável pelos preparativos fúnebres, inicia os procedimentos. Preparação do Corpo
O corpo é coberto imediatamente após o falecimento para não ficar exposto. O corpo é lavado e envolvido em uma mortalha branca, simbolizando pureza e humildade.
Os olhos são fechados para representar a transição para o mundo espiritual. Velório e Enterro O velório é restrito a familiares e amigos próximos, e o caixão não é aberto durante a cerimônia. Cerimônia de Sepultamento
O local e o caixão são desprovidos de flores para evitar ostentação e mostrar igualdade na morte. Durante o sepultamento, são entoados hinos de louvor e pedidos de paz.
Os familiares mais próximos colocam terra no caixão.
Ritual Final Após a cerimônia, os familiares lavam as mãos para simbolizar a continuidade da vida além da morte e deixam que as mãos sequem naturalmente, sem o uso de toalhas.
SEPULTAMENTO JUDAICO: POR QUE É PROIBIDO VER O CORPO DURANTE O FUNERAL?
Depois de cobrir o corpo, ninguém mais pode vê-lo: nem mesmo os próprios filhos, parentes ou amigos
Da mesma forma que existe um modo de vida judaico, existem, também, rituais a serem seguidos por ocasião da morte.
Quando morre um judeu, os familiares devem providenciar seu enterro rapidamente. De acordo com as leis mosaicas, o corpo deve ser sepultado logo que for possível, de preferência no mesmo dia da morte e, também, enquanto houver luz natural:
Seu cadáver não poderá permanecer ali durante a noite, mas tu o sepultarás no mesmo dia (Deuteronômio 21:23).
Enquanto o morto permanecer insepulto, a sua alma não ficará em repouso. Ela só descansará quando o corpo for enterrado.
Portanto, adiar o sepultamento, sem motivo justo, é um desrespeito ao morto e uma interferência nos planos do Criador.

A religião judaica ressalta que um único osso, localizado na parte posterior do pescoço, jamais se decompõe. E é a partir desse osso – denominado “osso luz” – que o corpo será reconstruído na futura Era Messiânica, quando todos os mortos serão ressuscitados
Quando morre um judeu, a família deve avisar à Chevra Kadisha – uma Sociedade Funerária ou Comitê Fúnebre encarregado de preparar o morto e conduzir o cerimonial do enterro. Esse Comitê também se encarrega de administrar o cemitério. Via de regra, as primeiras providências tomadas são as seguintes:
1. estirar os braços do morto ao longo do corpo (os braços nunca podem ser cruzados);
2. fechar os seus olhos;
3. retirar todos os adornos que esteja usando (brinco, relógio, pulseira, anel, peruca, dentadura postiça, óculos, esmalte nas unhas, batom, próteses removíveis, e outros); e
4. cobrir o corpo todo, dos pés à cabeça, com um lençol branco, de algodão ou de linho.
Depois de se cobrir o corpo, ninguém mais pode vê-lo: nem mesmo os próprios filhos, parentes ou amigos. Não é permitido observar a sua desintegração.
Olhar o cadáver é uma violação ao princípio de kevod ha’met (o respeito aos mortos), representando um desrespeito à pessoa que viveu, e significa limitar a morte, apenas, aos aspectos físicos. Espera-se que todos conservem, na memória, a imagem da pessoa em vida, sendo isto um passo para que o falecido possa alcançar a dimensão espiritual.
Todos os enterros judeus são sempre idênticos. O caixão é feito com um tipo de madeira simples, o mínimo dispendioso possível (em geral, tábuas de pinho, que se deterioram facilmente), forrado com um tecido preto e, na parte superior, é colocada a Estrela de Davi com as iniciais do morto.
Somente isso! Nenhum outro adereço, como coroa de flores, velas ou caixões suntuosos, é permitido. Segundo o judaísmo, as pessoas vêm do pó e voltam ao pó. Toda e qualquer ostentação nos funerais é interditada.
Como ninguém nasce com adornos, também não pode ser sepultado com eles: precisa partir com a maior simplicidade possível: Portanto, se, em vida, aquela pessoa era rica, na morte, receberá o mesmo tratamento que a pobre. Dessa maneira, pelo menos na morte, ricos e pobres se igualam.

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Fonte: Lifestyle Portuguese(Br) e jornalista Leonardo Ferreira –
Divulgação: scctv.net.br;/rádio Giramundoweb
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