Polícia Civil deflagrou com o apoio da Brigada Militar a operação Fraus Vehiculorum, que visa combater homicídios e lavagem de dinheiro no Rio Grande do Sul- Foto : Polícia Civil / SCCTV
Polícia Civil cumpre 60 ordens judiciais, sendo 23 mandados de busca e apreensão, em Caxias, Capão da Canoa, Flores da Cunha, Farroupilha, Arroio do Sal, Sapiranga e na Capital
A Polícia Civil do RS deflagrou nesta terça-feira a Operação Fraus Vehiculorum, que visa investigar organização criminosa e combater homicídios e lavagem de dinheiro na Serra, Litoral, Porto Alegre e Região Metropolitana. Ao todo, são cumpridas 60 ordens judiciais, sendo 23 mandados de busca e apreensão, em Caxias, Capão da Canoa, Flores da Cunha, Farroupilha, Arroio do Sal, Sapiranga e na Capital; além da apreensão de cinco veículos, indisponibilidade de dois imóveis, quebra de sigilo fiscal e financeiro.
A ação é da delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro (DRLD) do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em conjunto com a Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Caxias do Sul e com o 12° Batalhão da Brigada Militar.
A investigação teve início com o recebimento de documentos, vinculados a um inquérito policial sobre um desaparecimento, oriundo da DPHPP de Caxias do Sul. Durante as diligências, foi vislumbrada a possibilidade de que a vítima poderia ter sido executada, pois o veículo utilizado pela mesma foi transacionado com integrantes da organização criminosa, alvo da operação, mesmo após o seu desaparecimento.
A DPHPP de Caxias do Sul apurou que os envolvidos na transação comercial do automóvel possuem ligação com uma organização criminosa, atuante no tráfico de drogas do município. As lideranças dessa organização possuem empresas para possível lavagem de dinheiro, tornando o dinheiro recebido ilicitamente em um valor lícito, proveniente de negociações comerciais. Os envolvidos possuem em seus antecedentes criminais diversos apontamentos do crime de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte de arma de fogo, dentre outros.
A equipe de investigações da Delegacia de Polícia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro apurou que os envolvidos possuíam transações financeiras elevadas dentro de um período muito curto de tempo. Foram elencadas algumas dessas transações em anos diferentes, sendo que em um período de 4 meses, foi apontada uma movimentação de R$ 3,5 milhões. A Delegacia de Osório está responsável por investigar o desparecimento da vítima.
A operação tem como objetivo colher mais elementos de informação e provas acerca dos envolvidos. Há indícios de que os envolvidos ocultam o dinheiro obtido ilicitamente com a compra de bens imóveis, veículos e na criação de estruturas comerciais, com aparente legalidade, para introduzir dinheiro obtido ilicitamente no mercado formal.
Além da movimentação financeira percebida, foi possível pedir a apreensão e indisponibilidade de bens que somados passam dos 3,5 milhões de reais.
Conforme o diretor do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Mario Souza, “essa operação contra lavagem de dinheiro que atinge um grupo criminoso envolvido em homicídios é resultante da aplicação da medida 5 do Protocolo das 7 Medidas de Enfrentamento aos Homicídios. A repressão ao crime de lavagem de dinheiro visa enfraquecer o poderio financeiro dos grupos criminosos, evitando que essas usem o dinheiro ilícito para financiar a prática de homicídios”, afirmou Souza.
História de Rede Record – Divulgação: scctv.net.br/Rádio Giramundoweb/@Giramundoweb/@SCCTV3/(10) Pinterest5





