Alimentação e bebidas formam o grupo que teve a maior variação: 1,46%. Foto : Freepik / Divulgação / scctv.net.br
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,89% em abril e ficou 0,45 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de março (0,44%). De acordo com informações divulgadas nesta terça-feira pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), no ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,39% e, nos últimos 12 meses, 4,37%, acima dos 3,90% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025, a taxa foi de 0,43%.
No que diz respeito aos índices regionais, a maior variação foi registrada em Belém (1,46%), por conta das altas do açaí (12,79%) e da gasolina (9,33%). Porto Alegre teve a quarta maior variação para o mês, com índice de 1,12%. A variação acumulada da Capital foi de 2,13% e àquela medida em 12 meses ficou em 4,36%.
Já o menor resultado ocorreu em Brasília (0,41%), que apresentou queda nos preços da passagem aérea (-10,88%) e dos produtos farmacêuticos (-0,61%).
Grupos e impacto
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, destacam-se Alimentação e bebidas, com a maior variação (1,46%) e impacto (0,31 p.p.), seguido de Transportes (1,34% e 0,27 p.p.). Juntos os dois grupos respondem por 65% do índice do mês. Saúde e cuidados pessoais (0,93% e 0,13 p.p.) teve a terceira maior influência no resultado geral. As demais variações ficaram entre o 0,05% de Educação e o 0,76% de Vestuário.
No grupo Alimentação e bebidas (1,46%), a alimentação no domicílio acelerou de 1,10% em março para 1,77% em abril. Contribuíram para esse resultado as altas da cenoura (25,43%), da cebola (16,54%), do leite longa vida (16,33%), do tomate (13,76%) e das carnes (1,14%). No lado das quedas sobressaem a maçã (-4,76%) e o café moído (-1,58%).
A alimentação fora do domicílio (0,70%) acelerou em relação ao mês de março (0,35%), em virtude da alta do lanche (0,87%) e da refeição (0,65%), que haviam registrado, em março, altas de 0,50% e 0,31%, respectivamente.
A variação do grupo Transportes acelerou na passagem de março (0,21%) para abril (1,34%), impulsionada pela alta nos combustíveis (de -0,03% para 6,06% no mesmo período). A gasolina, que em março registrou recuo de 0,08%, em abril aumentou 6,23%, sendo o principal impacto individual no índice do mês (0,32 p.p.). Também se destaca a alta no óleo diesel, que saiu de 3,77% em março para 16,00% e 0,04 p.p. de impacto em abril. O etanol subiu 2,17% e o gás veicular recuou 1,55%.
O subitem passagem aérea desacelerou de 5,94% em março para -14,32% em abril e, o resultado do subitem ônibus urbano (0,44%) considera a incorporação do reajuste de 6,00% nas tarifas de Porto Alegre (0,95%), a partir de 19 de fevereiro. Além disso, ainda no ônibus urbano, ocorreram variações em razão de gratuidade ou redução tarifária aos domingos em: São Paulo (1,56%), Salvador (0,73%) e Fortaleza (-0,19%), com reduções ou gratuidades também em feriados em Brasília (9,11%), Belém (-2,31%), Belo Horizonte (-2,45%) e Curitiba (0,55%).
O subitem táxi (0,08%) reflete o reajuste de 4,26% em Porto Alegre (0,76%) a partir de 19 de fevereiro e, no metrô (0,53%), foi apropriada a variação de 9,11% em Brasília, por conta das gratuidades aos domingos e feriados. No ônibus intermunicipal (0,14%), estão contemplados os reajustes de 7,27% em Curitiba (4,39%), desde 16 de fevereiro, e de 8,18% em Porto Alegre (1,03%), a partir de 8 de abril. Na integração transporte público (0,90%), registra-se a variação de 0,90% em São Paulo, em razão de gratuidade do ônibus aos domingos.
Em Saúde e cuidados pessoais (0,93%), o resultado foi influenciado pelos itens de higiene pessoal (1,32%), pelos produtos farmacêuticos (1,16%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos, a partir de 1° de abril, e pelo plano de saúde (0,49%).
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